<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318</id><updated>2012-01-19T07:58:39.553Z</updated><title type='text'>Vida de Poeta Militar</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-3470114549907018541</id><published>2012-01-18T22:31:00.002Z</published><updated>2012-01-19T07:58:39.563Z</updated><title type='text'>Conchas e Pérolas.</title><content type='html'>Mas, afinal de contas, interessa-te a pérola ou a concha da ostra?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A resposta parece óbvia, não parece? É que a mim parece-me e muito. O teu problema é teres nascido e crescido no seio desta cultura da imagem, a cultura das carapaças, onde as conchas prevalecem sobre as pérolas e onde, à conta disso, estas últimas se vão tornando numa raridade. Procura-se a concha bonita, a carapaça pitoresca e cativante, e esquece-se constantemente tudo o resto que habita dentro e para lá dela, por trás dessas paredes que não são mais do isso: paredes. E a concha adapta-se rígida e repetidamente a esse meio venenoso que, por obra do destino ou do Senhor, a acolheu no mundo. E então, debaixo do fatal fogo cruzado de preconceitos e olhares e críticas e censuras - que geralmente não vêm sós, nem fundamentadas - a concha fecha-se gradualmente, passo a passo, até que encerra de vez as suas portas, esquece as boas maneiras e as saudações de boas-vindas e ergue as barras daquilo que, daí em diante, passa a ser prisão ao invés de casa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E chegamos ao mundo em que vivemos, não é? Outrora tínhamos pérolas nos mais variados sítios. Ou assim creio, pelo menos. Sim... aposto que os meus antepassados se cruzavam diariamente com tesouros como esses; imagino-os caminhando serenamente, deixando escapar um esporádico mas sincero «bom dia!», falando de pérola para pérola, ao passarem uns pelos outros nas ruas. De conchas abertas, abertas às gentes e ao mundo, brilhando até na mais escura das noites. E hoje? Hoje ao cair do sol, nas noites sem lua, vês... preto. Escuro... nada. Porque aquilo que antes reluzia e palpitava, hoje vive tapado pelas muralhas que então se fizeram levantar, à custa dessa vã vassalagem e desse tão cego amor à imagem. Muralhas, é que nem mais: afinal de contas, e repetindo-me, interessa-te num reino a majestosidade do castelo ou as qualidades e as capacidades do seu rei soberano?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pergunta segunda: põe-te no lugar da pérola ora aprisionada. Como é que te sentirias? Diminuído, não é? Como se todo o mundo se inclinasse e se precipitasse na tua direcção a todo o vapor, de tochas acesas e armas empunhadas, ameaçando ruir e desabar-se sobre a tua concha, a tua casa, teu castelo e prisão, esmagando-te. Sufocante, não é? E tu repetes: «sim, é». Então se é e se tu sabes que é, por que raio insistes em ser o mundo que se inclina e se precipita na direcção das pérolas de pistola em riste, pronto a premir o gatilho antes do primeiro passo em falso? És mais do que quem te rodeia? Tens uma concha mais bonita que quem vive ao teu lado e à tua volta? Variam as cores, os brilhos e as formas, mas conchas serão sempre conchas. E se não percebes isso, então és mais idiota do que alguma vez pensei e provavelmente em ti há apenas cinzas daquilo que, se calhar, em tempos foi uma pérola, uma pedra preciosa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quanto a mim, a minha concha é a minha porta e a minha janela e não as paredes atrás das quais me escondo. Guardo e seguro uma pérola e podes vê-la e tocá-la sempre que quiseres. Não tenho medo nem vergonha de ser quem sou e se tu, ou quem quer que venha da tua parte, tiver algum problema com isso, pode sempre enfiar as mãos no fundo dos bolsos, pegar nos seus pézinhos, dar meia volta e pôr-se a andar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-3470114549907018541?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/3470114549907018541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=3470114549907018541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/3470114549907018541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/3470114549907018541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2012/01/conchas-e-perolas.html' title='Conchas e Pérolas.'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-4274729474266901361</id><published>2011-09-05T09:01:00.001+01:00</published><updated>2011-09-06T02:42:00.056+01:00</updated><title type='text'>Pontas Soltas</title><content type='html'>Ouvem-se coisas acertadas aqui e ali. Coisas que se vão falando para o ar de tempos em tempos, quando se passa por experiências boas e experiências más, que um dia mais tarde vêm espelhar - com mais ou menos precisão - aquilo por que passamos eventualmente. Se assim é, se as palavras e histórias de uns se ajustam às nossas, então talvez sejamos mesmo todos diferentes, mas no fundo todos iguais. É nisso que vou acreditando à medida que passam e voam os dias. É isso que começa a levantar-se como verdade. Mas como para toda a regra, também aqui há uma excepção. Ou duas, se quisermos ser minuciosos.&lt;br /&gt;Ainda que na pretensa igualdade, há quem insista em viver num mundo paralelo, à parte deste nosso, onde é rei e dono e senhor do universo e arredores. Caminham como pavões por entre o reles e comum mortal, como se de algum modo um poder divino lhes tomasse as veias. Mas esses estão longe de ser preocupação ou problema de alguém. Talvez sejam motivo de inveja para uns, talvez para muitos até, porque nos dias mais tenebrosos que nos assolam conseguem irromper dessa penumbra com facilidade, superiores a tudo o resto. Fora isso, mais dia, menos dia falhar-lhes-á um pé nessa arrogante escalada ao Olimpo e então baterão no fundo, no nosso fundo, onde estamos todos e onde devemos estar. E que batam de cabeça, pelos deuses, para que se extinga a ideia de tentar subir uma vez mais!&lt;br /&gt;Os outros, os que constituem a segunda excepção, pertencem a um grupo mais restrito e de certo modo mais problemático. É o grupo dos apáticos. Caracterizam-se de forma geral por serem pessoas excepcionais, cientes de que somos de facto todos iguais, mas que se esquecem com relativa frequência dessa mesma realidade. E por descuido passam pelos iguais, de olhos postos no que quer que esteja imediatamente além deles, e atravessam-nos sem sequer dar por isso. Sem ponta de má fé, contrariamente aos da primeira excepção.&lt;br /&gt;Contudo, aqueles que se sentem invisíveis, sentem-se igualmente magoados... Uma, duas e três vezes. E quatro, cinco e seis, enquanto houver fôlego para suportar mais! Até que um dia esse embate lhes tire todo o ar dos pulmões. Aí, baixam os braços de vez e então dão um passo ao lado, para que deixem de ser atravessados. E passam simplesmente a não estar lá. Um dia, dois, três... e os apáticos nem se apercebem, porque em boa verdade nem se apercebem do que fazem.&lt;br /&gt;Gostávamos sempre que tudo fosse mais simples, não é? Não era tudo mais fácil? Que um erro não gerasse uma discussão. Que um passo em falso não fizesse cair o céu e tremer o mundo. Que cada um fosse apenas quem fosse, diferente em tudo mas igual em tudo também. Que reconhecesse e aceitasse cada bocadinho e cada recanto de si, cada dom e cada defeito, para que pudesse revelá-los abertamente aos outros e pudesse ser aceite também por eles, sem medos e sem hesitações. Afinal de contas, é a aceitação e cooperação de todas essas diferenças - por mais profundas que sejam - que nos torna especiais aos olhos dos amigos, sem deixarmos de ser iguais a nós mesmos aos olhos do mundo!&lt;br /&gt;Somos iguais, eu e tu. Somos imperfeitos: está inerente à nossa condição de humanos. Vive e deixa viver. Erra - reconhecendo o erro e deixando isso claro a todos - e por fim deixa errar. Não negues, feitas as contas somos &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;mesmo &lt;/span&gt;iguais e é aí que reside o nosso verdadeiro valor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-4274729474266901361?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/4274729474266901361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=4274729474266901361&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/4274729474266901361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/4274729474266901361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2011/09/pontas-soltas.html' title='Pontas Soltas'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-7346870011585076834</id><published>2010-10-19T23:57:00.002+01:00</published><updated>2010-10-20T00:21:07.711+01:00</updated><title type='text'>Há dias assim.</title><content type='html'>Perguntava-me quando chegaria o dia de voltar a estas páginas e eis que chegou. Há coisas para que não há palavras que cheguem. Há pessoas para que não há agradecimentos suficientes. Há momentos que não têm igual. E há dias assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer que fui sempre, nos poucos anos da minha vida, um alguém como outros tantos, que acreditam plenamente que há coisas que apenas acontecem aos outros... Até que elas chegam à nossa porta e a arrombam; entram sem pedir licença e apoderam-se de tudo aquilo que a nossa porta resguardava. Foi a minha vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas paredes estremecem e o meu tecto ameaça ruir. E fora do meu mundo, fora da minha casa abalroada, o céu escurece e engole o que há para lá dele. Fico a sós com as coisas que até então aconteciam apenas aos outros. Não sei o que fazer, o que dizer ou por onde ir. Tudo à volta se veste de dúvida e tudo à volta fala de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas que tomei como certas durante todos estes anos escorregam por entre os dedos e não há mãos que cheguem para tudo. E vão deslizando para longe, quem sabe se para não voltarem nunca mais. Fica connosco o que não foi feito, o que não foi dito, o que devia ter sido feito e o que devia ter sido dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica dor. Infeliz repito... há dias assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-7346870011585076834?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/7346870011585076834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=7346870011585076834&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/7346870011585076834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/7346870011585076834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2010/10/ha-dias-assim.html' title='Há dias assim.'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-1754704604466024689</id><published>2009-04-19T19:48:00.004+01:00</published><updated>2009-04-23T08:16:33.959+01:00</updated><title type='text'>Minha Irmã</title><content type='html'>Imagina-te a andar à chuva em dia de tempestade. Imagina.&lt;br /&gt;Imagina que à tua volta há água e nevoeiro. Só. Sentes frio, sentes humidade. Imagina.&lt;br /&gt;Escuta. Ouves a chuva. Já não ouves carros, fugiram da tempestade. Imagina.&lt;br /&gt;Estás só. Há silêncio dentro de ti. E desespero. Falta tranquilidade. Imagina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pára o tempo. Pára-o e imagina.&lt;br /&gt;Olha em redor. Percebes?&lt;br /&gt;Vês as gotas de água paradas e o nevoeiro congelado? Aguardam-te.&lt;br /&gt;Aguardam que olhes para eles e depois para ti da mesma forma.&lt;br /&gt;Aguardam que os olhes e depois olhes o mundo da mesma forma.&lt;br /&gt;Aguardam que os observes e depois observes a Vida da mesma forma.&lt;br /&gt;Percebes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu te disser que imaginei e que a minha tempestade parou e que olhei?&lt;br /&gt;E se te dissesse que daquela solidão de gente assustada me livrei?&lt;br /&gt;E também que logo depois olhei de perto cada gota de água? Cada uma dos milhões?&lt;br /&gt;Se te dissesse que dei um bocado de mim para ver de perto o mais natural da Vida que, por isso, desprezo todos os dias?&lt;br /&gt;Se disser que toquei cada gota de chuva que por mim e por ti passa tão fugazmente que nem há tempo para pensarmos nela, mas que faz parte do mundo onde eu e tu vivemos?&lt;br /&gt;E se, por isto, te dissesse que há mais para além do que queremos ver?&lt;br /&gt;Acreditavas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então imagina. E tenta olhar. E fracassa. E sente o frio. E escuta a tempestade que cai. E sente o silêncio dentro de ti. E sente o desespero gritar. E procura tranquilidade. E fracassa uma segunda vez. Imagina. E agora pára o tempo. E volta a imaginar. Deixa-te passear pelo enxame de gotículas paradas e neblina adensada. Toca-os. E sente. Volta a ouvir, a ler se precisares, o que disse e o que deixei escrito. Sente. E acredita.&lt;br /&gt;Há mais, além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora sei. E agora sabes também.&lt;br /&gt;Quiseste perguntar um dia se sabia definir amor. Tentei e tentaste. Ficámos tão longe.&lt;br /&gt;Mas vou arriscar outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembras-te de quando éramos pequenos e nos sentávamos no cume daquela montanha a ver passar os comboios? De quando chovia torrencialmente e esperávamos a mãe e o pai? De quando tremíamos de frio, abraçados, e calados ansiávamos vê-los pisar a plataforma de embarque?&lt;br /&gt;Lembras-te?&lt;br /&gt;Lembras-te, sei que sim. Sinto que sim. Vagamente, por agora. Relembro agora a cara que fazias quando o pai nos mostrava aquelas invenções estranhas. Farás a mesma enquanto lês estas palavras. Recordas vagamente, mas a memória trar-te-á de volta esses velhos tempos, minha irmã. Ainda te interessa encontrar uma definição para amor? Provavelmente não. Dir-me-ias o que pensas agora, que bem sei, que amor se sente, não se define. Mas, de todo o modo, não podia deixar-me levar deste mundo sem te deixar uma resposta. Ou tentativa de uma. E, agora que vejo próxima essa altura, escrevinho estas palavras em letra desajeitada, que sempre tiveste jeito para decifrar, para saber que satisfiz todos os teus pedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra os comboios. Lembra-os. E tens aí a minha resposta.&lt;br /&gt;O amor é como eles.&lt;br /&gt;Quem vê de fora não percebe. Naquele cume não percebíamos. Pareciam todos iguais.&lt;br /&gt;Lembras-te de falarmos disso? Parece que foi ontem…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem viaja neles sabe que é a coisa mais errada que se pode pensar. E quem pára debaixo da tempestade, à chuva, de tempo parado, como nós, compreende-o.&lt;br /&gt;A gente muda. Quem ocupa o lugar ao lado é diferente. O da frente e o de trás também.&lt;br /&gt;A conversa muda. As crises de que se falam são outras, as do Passado morreram.&lt;br /&gt;O tempo muda. As rugas que se acumulam na minha face e na dos outros lembram-me que não vivo para sempre. Lembram-me que deixo para trás as coisas velhas e que à frente me esperam novas. Poucas, sim, mas novas.&lt;br /&gt;Tudo muda. Comboios iguais? Nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dentro percebe-se. E quando nos sentámos pela primeira vez num comboio foi isso que me disseste ao ouvido, entusiasmada. Parecia tudo tão pequeno, tão simples…&lt;br /&gt;Olha o comboio e olha o amor. Tocaste as gotas de chuva, tocarás tudo na Vida.&lt;br /&gt;O comboio vem e vai. Vem, passa e vai.&lt;br /&gt;Larga velha gente, velha coisa. Abraça nova gente e nova coisa.&lt;br /&gt;E volta a vir e volta a passar e volta a ir. Nós somos passageiros. Sempre fomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha literatura sem jeito não há-de mudar. E se não foi nos noventa e dois anos que deixo para trás que mudou, não é nestes dias poucos, em que já respirar me traz dor, que mudará, minha irmã. Tu que soubeste parar a tempestade, a chuva e o nevoeiro, saberás encontrar na minha comparação tola uma luz, como aquela que víamos chegar do túnel escuro, lá em baixo, quando chegava um novo comboio.&lt;br /&gt;Agora que consegui deixar-te uma pista para a tua pergunta de gente pequena, que de resposta concreta pouco tem, tenho um último desejo. Percebi, nos poucos anos que vivi, que os comboios, além de serem como o amor, são como a Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é um comboio.&lt;br /&gt;Subimos, pequeninos, numa estação embrulhada num nada sem jeito, que ninguém sabe onde fica. Atravessamos mundos e gentes, lugares diferentes. Viajamos com almas que quando entrámos já ali estavam havia uns tempos.&lt;br /&gt;Almas jovens, almas adultas e almas enrugadas.&lt;br /&gt;Almas que conheciam muito lugar.&lt;br /&gt;Almas de quem nos fizemos conhecidos. E amigos. E namorados. E noivos. E familiares. Entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, fomos parando noutras estações. Estações de saída. Assistimos à partida dessas almas que nos acompanhavam desde o dia em que no comboio subimos.&lt;br /&gt;O coração, então maduro, era invadido por melancolia, mágoa como a que partilhámos nos dias em que a mãe e o pai tiveram de descer e sair da nossa carruagem. Desde esses dias, juraria que nunca vi duas vezes o mesmo rosto no mesmo assento. As almas que partiram deixaram um vazio que ainda hoje me assombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lês-me há muito, minha querida irmã, para agora chegar ao que quero.&lt;br /&gt;Não oiço de ti há anos. Não sei de ti. Mas tu sabes de mim e procurar-me-ás neste mesmo hospital, dentro de poucos dias. Sim, sinto que o túnel onde o nosso comboio se enfiou está para acabar e que pararemos uma vez mais. E sim, sinto que é a minha vez de deixar a carruagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de partir, que mais não te deixo por dizer, quero que sorrias por saber isto. Não podia ter na vida, no meu e teu comboio, melhor parceira do que tu. Se o amor é bonito, que ambos sabemos que é, é muito pouco comparado com o que é ter-te. Ter-te tido, melhor direi, que será este o tempo adequado, quando me leres. Sorri, minha querida. Fizeste da minha carruagem uma carruagem especial. Fizeste da nossa carruagem a melhor que qualquer Homem podia ter. Sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometo não pisar a plataforma de embarque.&lt;br /&gt;Prometo agarrar-me, com as poucas forças que sei ter, ao fim do teu comboio.&lt;br /&gt;Seguirei contigo.&lt;br /&gt;Tolo? Muitas vezes na Vida, mas não desta.&lt;br /&gt;Seguirei contigo, sim. Não acreditas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha as simplicidades da Vida com atenção. Olha a carruagem com o coração, os olhos fazem-te cega. Olha-a assim e saber-me-ás (ainda e como desde que nascemos) sentado a teu lado, nesse lugar vazio aos olhos por que te fazes sempre acompanhar.&lt;br /&gt;Olha a chuva. Olha o nevoeiro. Aguardam que os observes e depois observes a Vida da mesma forma, que há mais para além do que vês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu irmão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-1754704604466024689?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/1754704604466024689/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=1754704604466024689&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/1754704604466024689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/1754704604466024689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2009/04/minha-irma.html' title='Minha Irmã'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-1705467680103507337</id><published>2009-03-07T12:00:00.002Z</published><updated>2009-03-18T15:56:08.088Z</updated><title type='text'>Excerto</title><content type='html'>Às portas do Reino dos Céus,&lt;br /&gt;Ousarei pedir não ser lembrado após partir,&lt;br /&gt;Que a memória sobrevivente é a daqueles que não retornam&lt;br /&gt;Se o mundo se enchesse com a memória dos que foram,&lt;br /&gt;Não restaria espaço para os que vêm e vão ficando.&lt;br /&gt;Terei deixado nesta Terra parte de mim,&lt;br /&gt;Reflectida em cada um de vós.&lt;br /&gt;Não terei partido de vez, então, que vós por cá ainda estareis&lt;br /&gt;Que de mim deixareis testemunho a quem vos suceder.&lt;br /&gt;Vivo ainda.&lt;br /&gt;Viajo para longe, viajo,&lt;br /&gt;Mas certo de que um dia a nossa estrada será a mesma.&lt;br /&gt;Nesse dia, relembraremos juntos o Passado.&lt;br /&gt;Nesse dia, riremos juntos de novo, fazendo jus aos velhos&lt;br /&gt;Tempos.&lt;br /&gt;Velhos, que de velhice em mim muito já havia.&lt;br /&gt;E por velhice, de tanto tempo que nestas terras caminhei,&lt;br /&gt;Sorrio, por saber conhecido e alcançado tudo o que&lt;br /&gt;Poderia e desejava conhecer e alcançar.&lt;br /&gt;Parti vitorioso.&lt;br /&gt;Ousarei pedir deixar sorrisos e não lágrimas;&lt;br /&gt;Felicidade ao invés de mágoa.&lt;br /&gt;Ousarei pedir não deixar saudade, que saudade&lt;br /&gt;É a antes dita memória sobrevivente,&lt;br /&gt;A memória de quem não está e de quem mais não volta.&lt;br /&gt;E se me sabeis vivo em vossas almas, vivo em vosso mundo,&lt;br /&gt;Não fará sentido abraçar-me à saudade.&lt;br /&gt;É uma partida, mas não uma despedida.&lt;br /&gt;É a vitória que celebraremos, não nesta vida,&lt;br /&gt;Mas na Outra, junto de todos os que para ela trabalharam: Avós, pais e irmãos antes à terra baixados e antes ao Céu subidos.&lt;br /&gt;A esses me junto,&lt;br /&gt;Sem de vós me separar.&lt;br /&gt;Não me recordai, vivei-me:&lt;br /&gt;Possa eu ser toro do vosso fogo e não cinza da vossa chama.&lt;br /&gt;Que não seja um até sempre, mas um&lt;br /&gt;Até um dia.&lt;br /&gt;Vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(excerto de «A Lenda de Venan», autoria pessoal)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-1705467680103507337?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/1705467680103507337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=1705467680103507337&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/1705467680103507337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/1705467680103507337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2009/03/na-hora.html' title='Excerto'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-732722930256632148</id><published>2009-02-25T00:01:00.001Z</published><updated>2009-02-25T00:08:22.537Z</updated><title type='text'>[n'O Instante]</title><content type='html'>Embati numa estrada,&lt;br /&gt;Náufrago de meu veleiro,&lt;br /&gt;Navegante de um nada&lt;br /&gt;Enrolado em nevoeiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim caí aos olhos do mundo,&lt;br /&gt;No fumo da vida mais um vulto&lt;br /&gt;Tão frágil, careca e pequenino,&lt;br /&gt;Num caminho agora moribundo&lt;br /&gt;Outrora criança, jovem e adulto&lt;br /&gt;A que todos chamam Destino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memorial o nevoeiro branco&lt;br /&gt;Que em criança que fui eu,&lt;br /&gt;Longe da porta que ora tranco&lt;br /&gt;Tão gentil me acolheu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adensou-se quando caminhei,&lt;br /&gt;Quando tempo passou por mim&lt;br /&gt;Agitou-se quando tanto sonhei,&lt;br /&gt;Pois que não sonhei acabar assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No saudoso dia em que nasci,&lt;br /&gt;O primeiro dos primeiros,&lt;br /&gt;Relembro tanta luz que vi&lt;br /&gt;Fumo cercado de candeeiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora, cansado e latejante,&lt;br /&gt;Deixo da luz que se apagou&lt;br /&gt;O poema efémero d'O instante&lt;br /&gt;De mais um Homem que passou!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-732722930256632148?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/732722930256632148/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=732722930256632148&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/732722930256632148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/732722930256632148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2009/02/no-instante.html' title='[n&apos;O Instante]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-4779342224158305661</id><published>2009-01-02T18:25:00.006Z</published><updated>2009-01-10T13:01:42.898Z</updated><title type='text'>Para Lá de Fogo!</title><content type='html'>Fechei os olhos para pensar novamente no que me transborda na alma, que é, para lá de muita coisa que não se explica, amor. Amor sem igual, no âmago de um mundo que esquece ou já nem sabe o que amor é. Se há maior orgulho do que aquele de quem enverga uma farda com séculos de história, em memória digna de gerações e gerações, que são família, então desconheço-o. E se o desconheço, tu desconhecê-lo-ás também, porque será uma pedra na vida, de que ninguém quererá falar ou ouvir. O maior orgulho é aquele que nos queima o coração. Amor que me afoga em lágrimas, quando ouso olhar para o passado. Amor que me inunda quando aperto, um por um, os botões d'O Dólman e quando piso as mesmas pegadas de gentes do mesmo sangue que, um dia, viveram o que vivo e se tornaram grandes homens. Grandes portugueses. Lembrança de uns que deixaram já a vida por eles passar. Subiram na vida por trabalho de algo que me é comum. Comum a todos os que da Luz Meninos são! A chama, que há tanto ano arde, vive em mim e em nós e não dorme. E neles viveu também, adormecida na eternidade. Chama que se acende por sentimentos que as palavras tentam, em vão, descrever. Mas é, com toda a certeza, amor a uma Casa: o nosso Colégio Militar. Nosso, de todos aqueles que seguiram, seguem e seguirão com fé os valores de um Criador iluminado, triunfante de tempos para trás deixados. Fundador distinto, Marechal António Teixeira Rebello, que, de tão corajoso, partilhou com todos um sonho que era só seu. E do sonho nasceu a Obra. Do sonho nasceu a realidade, como da terra brotam as flores, que só com Amor se firmam belas. E voltamos ao início de tudo. Amor, para lá do Fogo que, na alma, se faz vibrar. Amor em lembrar os anos em combate, luta dura em ardor, por uma Pátria que é nossa e de mais ninguém. Amor em repetir e continuar as batalhas onde guerrearam nossos irmãos e primos, nossos pais e tios, nossos avós e também os seus avós. Honra e orgulho. Honrados por viver aquele mesmíssimo sonho, tão ousado, que é Utopia, no seio de um mundo por si próprio condenado. E orgulhosos por erguer as espadas dos antepassados, nossos irmãos, e, com elas, vencer e conseguir os demais triunfos, por eles deixados por conquistar. Se houver algo neste mundo com tamanha grandeza, esperarei encontrá-lo. Tesouros destes não há muitos, garantidamente. Tesouros que, mais ricos do que qualquer fortuna, enchem e preenchem a alma de qualquer um. Quem sabe consente. Tesouros que, em retrospectiva, me fazem tremer da cabeça aos pés, tanto quanto tremi quando atravessei as portas daquele mundo desconhecido pela primeira vez! E ao amor e a tudo aquilo que me traz as lágrimas aos olhos, quando caio na tentação de reviver os fogos memoriais do que passou, junta-se mais e mais saudade. Saudade porque aquilo que me construíu me vai abandonando aos poucos, fumo do meu fogo. E vejo-o partir devagar, mas parece querer fugir mais depressa. Chamo-o, mas não pára. Peço-lhe para voltar, mas não volta! Como qualquer coisa que parte, de costas voltadas, deixa a marca. Deixa a dor e o vazio. Mas chamar-lhe «qualquer coisa» seria ingratidão da minha parte. É Casa sem congénere. E esse amor que dá e que deixa é tão reconfortante, tão singular, que arriscaria uma mais ousadia, ao dizer que é amor maior do que todos e do que qualquer um. Gritaria aos quatro cantos do mundo que o Colégio Militar, minha perpétua Paixão, representa e tem o que de melhor há nele. Palavras serão sempre palavras e não mais do que isso. Mas a lágrima que cai completa-as.&lt;br /&gt;É saudade, meu amor, é saudade. Saudade que até mim veio e que a meu lado se sentou. Veio para ficar. Saudades tão pequenas, amontoadas numa só, tão gigante: saudades de cada pedrinha que faz de ti quem és, saudade das tuas paredes e tectos. Saudades do espírito que te habita. Saudades dos bons e dos maus momentos. Saudades da tua vida, da tua alegria e da bondade com que me acolheste. A mim e aos meus irmãos. Saudades de tudo. Perder tudo isto. Perder-te assim, como sei não haver alternativa. Mas depois de tudo... é impossível não doer.&lt;br /&gt;Mas sim, fica jurado que te levarei para todo o lado. Fazes parte da alma, parte do passado e do presente, parte do futuro, parte de tudo. Tu és eu. E já há muito.&lt;br /&gt;Um agradecimento será pouco para o que aconteceu e para o pouco que está para vir. Mas receio não poder dar mais do que isso. Assim, dou-te tudo - que é sempre pouco - o que tenho. Não consigo escrever mais... as palavras não chegam.&lt;br /&gt;Estás e para sempre ficarás aqui dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomás, 108 de 2001&lt;br /&gt;2 Jan 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-4779342224158305661?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/4779342224158305661/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=4779342224158305661&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/4779342224158305661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/4779342224158305661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2009/01/para-l-de-fogo.html' title='Para Lá de Fogo!'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-2009047855171283672</id><published>2008-12-07T16:01:00.003Z</published><updated>2008-12-07T16:35:08.860Z</updated><title type='text'>.Mensagem.</title><content type='html'>«Ando há meses nesta estrada, perdido, sem rumo. Olho a sombra que deixo, olho para trás, sei já não ver onde ela - estrada - começa ou onde termina. Caminhar dia e noite. Gastar forças todos os dias, sem desistir, sem saber ou imaginar que fim me espera. Mas caminho. Saberá a estrada que caminho sobre ela? Saberá que todo o santo dia não faço mais do que andar e andar, confiando cegamente o coração às suas curvas, subidas e descidas? (Serei um dia uma vítima? Cegueira na estrada dá nisso. Acontecerá se um dia me cruzar com um outro caminhante, em contra-mão, quando sempre achei [o que gosto de achar] que nela caminho sozinho.) A estrada ouviu rumores de que nela ando, mas parece não acreditar. Caminho às escuras. Sem ver, mas caminho. Venham todos os males do mundo, que por ti ainda andarei. Ontem pensava em ti, hoje noite e dia em ti penso e amanhã ainda em ti pensarei. Não é só uma estrada. É a minha. Quem me dera que percebesses isto que, andando em silêncio, digo e que tivesses mapa, Estrada...!»&lt;br /&gt;Madrugada 07DEZ08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-2009047855171283672?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/2009047855171283672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=2009047855171283672&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/2009047855171283672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/2009047855171283672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2008/12/mensagem.html' title='.Mensagem.'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-1380847034016232899</id><published>2008-08-25T19:06:00.005+01:00</published><updated>2008-08-25T19:43:46.212+01:00</updated><title type='text'>[Deprimência]</title><content type='html'>Louvo os tempos que vieram;&lt;br /&gt;Lembro os tempos que se foram.&lt;br /&gt;Lembranças do que me eram,&lt;br /&gt;Memórias que me agouram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apertos de deprimência.&lt;br /&gt;Dor, recordação saudosa.&lt;br /&gt;Solidão duma vivência e&lt;br /&gt;Quietude dolorosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júbilo indiciado:&lt;br /&gt;Desesperante vazio,&lt;br /&gt;De lugar perpetuado&lt;br /&gt;E de lágrimas em rio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melancólica e melodiosa mudez:&lt;br /&gt;Falas e risos em prosa e poesia mudas.&lt;br /&gt;Palavras que sei não escrever, mas que tu lês.&lt;br /&gt;Voz que te silenciaste, não me desiludas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-1380847034016232899?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/1380847034016232899/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=1380847034016232899&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/1380847034016232899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/1380847034016232899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2008/08/deprimncia.html' title='[Deprimência]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-8762856194012074616</id><published>2008-05-01T23:23:00.002+01:00</published><updated>2008-05-01T23:34:52.841+01:00</updated><title type='text'>[Lisboa]</title><content type='html'>Longe dos mansos prados,&lt;br /&gt;Calor e silêncio do Alentejo&lt;br /&gt;Longe de todos os enfados,&lt;br /&gt;Vive em ti, oh Lisboa,&lt;br /&gt;Não é lago, nem lagoa,&lt;br /&gt;Mas sim o meu Rio Tejo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o mar suga a Lua,&lt;br /&gt;Te banha, Lisboa, esse Sol&lt;br /&gt;Banha a gente qu'é minha e tua&lt;br /&gt;E a manhã fresca nos engole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz ténue sobre essas casas,&lt;br /&gt;Tua beleza iluminada e colorida,&lt;br /&gt;Como um Anjo sem asas:&lt;br /&gt;Lisboa santa e destemida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas ruas e vielas&lt;br /&gt;Haverá por aí melancolia?&lt;br /&gt;E nos cais, as caravelas&lt;br /&gt;Tristeza eu não diria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois esta é a nossa Lisboa&lt;br /&gt;Guerreira, heróica e lutadora,&lt;br /&gt;Mesmo que com mágoa a ferida doa,&lt;br /&gt;Lusíadas, a cidade é tesoura&lt;br /&gt;Que recorta da Batalha&lt;br /&gt;Nosso Patriotismo e Glória&lt;br /&gt;Em Lisboa não há falha:&lt;br /&gt;Lisboa é pura Vitória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-8762856194012074616?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/8762856194012074616/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=8762856194012074616&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/8762856194012074616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/8762856194012074616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2008/05/lisboa.html' title='[Lisboa]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-3077911436248770606</id><published>2008-03-23T19:01:00.004Z</published><updated>2008-03-23T20:30:16.271Z</updated><title type='text'>Why?</title><content type='html'>Guerreamos por insignificâncias.&lt;br /&gt;Desejamos impossibilidades.&lt;br /&gt;Estragamos importâncias&lt;br /&gt;E ignoramos necessidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-3077911436248770606?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/3077911436248770606/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=3077911436248770606&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/3077911436248770606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/3077911436248770606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2008/03/why.html' title='Why?'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' 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escuridão dos infelizes&lt;br /&gt;E da realidade se apagou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrancado de mim&lt;br /&gt;E também de nós&lt;br /&gt;Parte crucial, sim&lt;br /&gt;A luz e a voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajoelhar-me-ia&lt;br /&gt;Recompor o que mudou&lt;br /&gt;Pois só gente seria&lt;br /&gt;Nesse olhar que se fechou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundo perdido no sonho derrubado&lt;br /&gt;Futuro esquecido no presente perturbado&lt;br /&gt;Destruição de fantasia e destino marcado&lt;br /&gt;E lembrança de momentos nossos do passado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marca dos que vieram e passaram&lt;br /&gt;A gravura e cicatriz dos que ficaram&lt;br /&gt;A mágoa e memória dos que embarcaram&lt;br /&gt;Na ânsia desesperada dos que amaram&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-4681968647677988615?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/4681968647677988615/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=4681968647677988615&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/4681968647677988615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/4681968647677988615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2007/11/perdio.html' title='[Perdição]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' 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Passam dias e semanas. Sorrateiramente, passam meses... passam anos. Olhamos para trás e vemos um passado longo e glorioso. Poderá inclusivamente ser considerado como «mal aproveitado», mas agora já pouco importa. Olhamos para o dia de hoje e vemos o quanto mudámos. Por fim, olhamos para o futuro e vemos que tudo o que um dia começou, brotou e floresceu está para morrer brevemente. Pouco falta para tudo acabar. Hoje, presente, somos Meninos da Luz em fase terminal. Somos Meninos da Luz formados. Somos instrutores. Amigos. Irmãos. Pais. Hoje, choramos em conjunto em prol de algo que certo dia nos uniu e marcou para sempre e que, quando o momento chegar, irá cicatrizar as nossas almas e corações para nunca ser esquecido...&lt;br /&gt;Como pude achar, um dia, que a vivência colegial era longa? Como? Por que razão me terá parecido tudo tão lento? Não sei responder. Mas sei que estava redondamente enganado. Porque... vejo-me ao espelho e vejo o peso da responsabilidade sobre os ombros. E carregamo-la às costas, para todo o sítio; para onde quer que vamos. Passámos em "tão pouco tempo" de crianças a adultos prematuros. Passámos de aprendizes a mestres... Aqueles que hoje tomam o lugar que tomámos há 4 e 5 anos olham-nos e ouvem-nos. Tentamos a todo o custo fazê-los ver o que a nós foi explicado. Tudo passa depressa e tudo acaba, antes que nos apercebamos disso. Mas não assimilam isso. Tal como nós não assimilámos, tal como nós não percebemos. E custa profundamente vê-los fracassar e falhar precisamente onde nós errámos... Não conseguimos mudá-los e saímos magoados.&lt;br /&gt;Hoje passamos-lhes tudo o que nos é possível e tudo o que nos foi passado, mas sempre de lágrimas no canto do olho, porque o nosso tempo de viver isso já está para trás das costas, já cedeu à inevitabilidade avassaladora do passado... e uma vez mais, dói. A dor é saudade incontrolável. O que anteriormente nos parecia tão fácil, hoje é tão difícil... Precisamente o contrário ao que, até termos uma posição de graduado, sempre pensávamos. Uma vez mais, estávamos enganados.&lt;br /&gt;Mas só quem sente na pele a força e tristeza de um último grito, o grito final de desespero por ensinar e aperfeiçoar os erros que, outrora, foram nossos, se apercebe disso. O grito que traz o fogo de uma alma profundamente marcada. De ora em diante, contam-se os nossos últimos momentos. O grito é de imortalidade. O que ontem fizemos, e não fizemos, será por outros feito, sempre em plena continuidade.&lt;br /&gt;Grito de guerra.&lt;br /&gt;Grito de mágoa.&lt;br /&gt;Grito de dor incontornável.&lt;br /&gt;Grito de Saudade.&lt;br /&gt;Grito de Vitória.&lt;br /&gt;Grito de Felicidade e Esperança, Amizade que alcança…&lt;br /&gt;O Nosso Triunfo.&lt;br /&gt;É o fim, mas é de igual modo um começo. Tudo começará do zero para quem, no dia de amanhã, entrar pelas mesmas portas pelas quais entrámos certo dia. E dos miúdos que hoje ensinamos, receberão tudo o que estes recebem dia após dia. Receberão o que já foi de alguém, que hoje é nosso e que amanhã será dos nossos Putos.&lt;br /&gt;Hoje, o Grito Final é nosso. Com orgulho e brio, gritemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Ti, Colégio que nos apraz,&lt;br /&gt;Zacatraz, Zacatraz, Zacatraz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-7512851638883108294?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=ece9f9d41f28cde1&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/7512851638883108294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=7512851638883108294&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/7512851638883108294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/7512851638883108294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2007/10/o-grito-final.html' title='O Grito Final'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-9005594677630986751</id><published>2007-04-05T02:09:00.001+01:00</published><updated>2009-03-27T09:17:53.040Z</updated><title type='text'>[[ Tu... (Du) ]]</title><content type='html'>«Conheci-te...&lt;br /&gt;Deves ser um anjo que se desequilibrou e que caiu do céu.&lt;br /&gt;De qualquer maneira, aterraste perto de mim e estou muito agradecido a quem, lá em cima, te fez desequilibrar!&lt;br /&gt;Olhei para ti e foi então que comecei a ver:&lt;br /&gt;Esse teu olhar que é o Sol é único. Lá bem no fundo, bem dentro dele, há um mundo que agora descobri. Um mundo onde ainda hoje me perco. Um mundo brilhante e profundo, no qual gosto de me perder.&lt;br /&gt;Um mundo com que gosto de sonhar.&lt;br /&gt;Um mundo no qual gosto de pensar.&lt;br /&gt;Um mundo que não consigo largar.&lt;br /&gt;E a partir desse momento foi fácil de entender: esse olhar que é singular no mundo é o paraíso onde vivo agora. Esse teu olhar que é o mais belo que há é uma Vida nova que me observa. Esse maravilhoso olhar pelo qual sou atraído é um espelho da tua imensa beleza de anjo.&lt;br /&gt;No entanto, penso que este espelho reflecte mais do que isso. Posso deitar-me a dizer que o reflexo da beleza que vejo nos teus olhos é uma mera consequência do que na realidade está neles espelhada, que és Tu.&lt;br /&gt;Ali, naquele vasto mundo onde me perco tanta vez, vejo aquilo que muitos chamam de Alma. Este Tu que, lá no fundo resplandecente do teu olhar, me permite ver quem a tua pessoa realmente é.&lt;br /&gt;És mesmo um Anjo caído do Céu, agora não tenho dúvidas disso.&lt;br /&gt;Continuei a olhar-te e mais me convencia:&lt;br /&gt;Dei nesse momento especial atenção ao teu sorriso. O sorriso que tudo pára.&lt;br /&gt;Porque esse teu sorriso, que não tem descrição, é indubitavelmente um outro mundo, mas diferente. O teu sorriso não é espelho. O teu sorriso não é mundo para me perder, mas sim um mundo para me encontrar.&lt;br /&gt;É o mundo onde me encontro alegre, quando estou triste. Quando em mim há tristeza, nele há alegria em excesso. É aquele mundo onde me acho forte quando na verdade estou sem forças para continuar a lutar. É aquele mundo onde tenho sempre uma mão de apoio quando estou desesperado sem uma solução onde me agarrar.&lt;br /&gt;E por fim, esse teu sorriso é aquele mundo que quando choro me levanta o queixo e que quando choro me consegue fazer sorrir, ainda que isso seja a coisa mais difícil do mundo...&lt;br /&gt;É nesse teu mundo que vejo que o destino que me espera no futuro é aprazível, quando no presente não o é.&lt;br /&gt;E por essas mesmas razões esse mundo teu chamado Sorriso é o que me faz querer resistir às atrocidades e obstáculos que a Vida nos coloca no caminho. E é também pelas mesmas razões que mencionei que o teu sorriso é único e tão valioso.&lt;br /&gt;Vi tudo naquele dia em que provavelmente caíste do Céu...&lt;br /&gt;Mas agora tenho uma pergunta:&lt;br /&gt;«Será que tu caíste mesmo do Alto ou fui eu que até lá subi?»&lt;br /&gt;Não tenho uma resposta concreta... Sobra-me dizer que não preciso de uma resposta. Na realidade, de onde vens pouco me importa porque aquilo que tu és, é-me igualmente bom estando tu, Anjo, na Terra ou eu de cabeça nas nuvens.» 05ABR07&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-9005594677630986751?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/9005594677630986751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=9005594677630986751&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/9005594677630986751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/9005594677630986751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2007/04/tu-du.html' title='[[ Tu... (Du) ]]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-1842205344096954790</id><published>2007-03-17T22:18:00.000Z</published><updated>2007-03-17T22:19:54.729Z</updated><title type='text'>[Naquele Dia]</title><content type='html'>Naquele dia…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheci o esplendor do sol&lt;br /&gt;No brilho profundo do teu olhar&lt;br /&gt;Nele vi a prata da lua&lt;br /&gt;E a tranquilidade do mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei no teu olhar&lt;br /&gt;A vastidão da tua alma&lt;br /&gt;Fulgor invulgar da perfeição&lt;br /&gt;Sempre brilhante e calma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi a ternura do teu sorriso&lt;br /&gt;De inimaginável existência&lt;br /&gt;E admirei-me de tal beleza,&lt;br /&gt;Graciosidade e magnificência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitei-me, imóvel a pensar&lt;br /&gt;Naquele dia que passara&lt;br /&gt;Poderia submeter-me a julgar&lt;br /&gt;Que apenas não acordara&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-me bem assim&lt;br /&gt;Fosse ou não verdade&lt;br /&gt;Não importava se era sonho&lt;br /&gt;Se apenas era realidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi naquele dia o mais belo sorriso&lt;br /&gt;Que nunca consegui largar&lt;br /&gt;E embrenhei-me nas asas dos sonhos&lt;br /&gt;Para novamente o encontrar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-1842205344096954790?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/1842205344096954790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=1842205344096954790&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/1842205344096954790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/1842205344096954790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2007/03/naquele-dia.html' title='[Naquele Dia]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-8229289368895575829</id><published>2007-01-27T17:24:00.001Z</published><updated>2008-07-07T15:33:07.407+01:00</updated><title type='text'>Reflexão</title><content type='html'>Uma lágrima cristalina cai, tornando o papel molhado e rugoso. A tinta, gasta em palavras soltas, desvanece aos poucos nessa grossa gota salgada. Palavras que não parecem ter muito sentido. Todavia, a ideia retida em cada pequeno conjunto de letras mostra um pesado sentimento de amarga saudade. O arrepio que salpica nas costas e o formigueiro persistente que se apodera da mão, até à ponta dos dedos, dão um gosto quente sobre a frieza do papel, à medida que as palavras vão surgindo, calorosas. Sem marcar a tinta cintilante nele, papel, é difícil viver entre a escura solidão e o agonizante sofrimento... Com sequência, as lágrimas continuam a molhar o papel, a manchar e turvar as palavras e, aos poucos, mostram a convulsão e o sufoco apertado duma mente fustigada. Manchas que dão ao texto uma exclusividade pitoresca de uma expressão dura, fria e impetuosa. As memórias antigas encadeiam-se num sonho, que ecoa na mais profunda penumbra dessa mesma mente, a cada noite que inevitavelmente passa. Avivam o passado inesquecível e alimentam a esperança de um futuro igualmente singular. Cada protagonista dessas memórias é um ponto de luz nos dias de lubrina densa e escura e cada um é um longínquo caminho descoberto com muito ainda por descobrir. Cada um é uma das lágrimas que se soltam e cada um é um sorriso, por muito mais fugaz que ele seja.&lt;br /&gt;A ironia impossível de entender é a longa durabilidade dos tempos em que anseio por vocês e a instantânea rapidez com que passam os momentos em que convosco estou. Há muito questiono a inquestionável razão de ser assim. E aqui nasce a soturna e lúgubre "solidão" de que muitos falam.&lt;br /&gt;Resta-me murmurar este segredo:&lt;br /&gt;« Um dia estas lágrimas secarão, tornando seco o agora humedecido e enrugado papel onde escrevo. Nesse dia perceberás o que digo. »&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-8229289368895575829?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/8229289368895575829/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=8229289368895575829&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/8229289368895575829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/8229289368895575829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2007/01/reflexo.html' title='Reflexão'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-116509824135608115</id><published>2006-12-02T21:55:00.000Z</published><updated>2007-09-14T20:48:01.124+01:00</updated><title type='text'>[Um único]</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/__2DIw9Ephtg/RurlYFFBrgI/AAAAAAAAAAU/Dypf-WHU4FY/s1600-h/mario.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/__2DIw9Ephtg/RurlYFFBrgI/AAAAAAAAAAU/Dypf-WHU4FY/s200/mario.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110148929048129026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Dedicado ao Sr. Mário,&lt;br /&gt;Gentil senhor e grande amigo.&lt;br /&gt;Estará sempre presente,&lt;br /&gt;Não aqui, mas comigo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sorriso sempre aberto,&lt;br /&gt;Com uma força imortal,&lt;br /&gt;Que nem de muito perto&lt;br /&gt;Terá esta lágrima jovial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A honestidade,&lt;br /&gt;A generosidade incondicional&lt;br /&gt;Fogosa nesta amargura&lt;br /&gt;E tristeza memorial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num mundo cravado&lt;br /&gt;Fundo no coração,&lt;br /&gt;Perdido, mas encontrado&lt;br /&gt;Na farda cor-de-pinhão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que provou Homem ser,&lt;br /&gt;Que esta lágrima provocou,&lt;br /&gt;Findou a estrada difícil de percorrer,&lt;br /&gt;Mas grande é a marca que deixou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Homem não será ignorado,&lt;br /&gt;E muito menos esquecido,&lt;br /&gt;Será antes relembrado,&lt;br /&gt;Como vencedor e não vencido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele lugar que foi dele,&lt;br /&gt;Agora deixou de ser,&lt;br /&gt;Porém continua nele,&lt;br /&gt;Uma memória não deixa de viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um agradecimento&lt;br /&gt;De uns rapazes que foram seus,&lt;br /&gt;Neste triste e mau momento,&lt;br /&gt;Um grande, grande adeus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um forte ZACATRAZ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-116509824135608115?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/116509824135608115/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=116509824135608115&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/116509824135608115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/116509824135608115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2006/12/um-nico.html' title='[Um único]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/__2DIw9Ephtg/RurlYFFBrgI/AAAAAAAAAAU/Dypf-WHU4FY/s72-c/mario.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-115724878317065895</id><published>2006-09-03T02:52:00.000+01:00</published><updated>2006-09-03T02:59:43.193+01:00</updated><title type='text'>[Lágrima de Dor]</title><content type='html'>Uma lágrima de dor,&lt;br /&gt;Dói mais que a fria morte,&lt;br /&gt;Que apodrece a mais bela flor,&lt;br /&gt;Que torna fraco o mais forte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá início a um rio triste,&lt;br /&gt;De sorumbática amargura,&lt;br /&gt;Onde a solidão persiste,&lt;br /&gt;Tal fina farpa dura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Farpa fina e aguçada,&lt;br /&gt;Que espeta e perfura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém escorre salgada,&lt;br /&gt;Afunda tudo de doce,&lt;br /&gt;Essa gota magoada,&lt;br /&gt;Que muitas mais trouxe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma lágrima de dor,&lt;br /&gt;Que não se pode ver,&lt;br /&gt;Finge ser só uma lágrima,&lt;br /&gt;Mas tanto faz sofrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre e impiedosa,&lt;br /&gt;Pequena, fria e escura,&lt;br /&gt;Uma lágrima viciosa&lt;br /&gt;Acorrentada e insegura&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-115724878317065895?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/115724878317065895/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=115724878317065895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/115724878317065895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/115724878317065895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2006/09/lgrima-de-dor.html' title='[Lágrima de Dor]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-114263887786455273</id><published>2006-03-17T23:41:00.000Z</published><updated>2006-03-17T23:45:38.180Z</updated><title type='text'>[Ser Lusitano]</title><content type='html'>É olhar pela janela,&lt;br /&gt;E observar o mar,&lt;br /&gt;Pintar sobre a tela,&lt;br /&gt;O desejo de navegar,&lt;br /&gt;Num barco à vela,&lt;br /&gt;Onde ninguém irá chegar,&lt;br /&gt;A paisagem mais bela,&lt;br /&gt;Que se poderá alcançar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rumo inexplorado,&lt;br /&gt;O sonho inesquecível,&lt;br /&gt;O paraíso mais falado,&lt;br /&gt;A Pátria invencível,&lt;br /&gt;O grande barco alado,&lt;br /&gt;Que atinge o impossível,&lt;br /&gt;O mundo fechado,&lt;br /&gt;Onde tudo é invisível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terra esquecida,&lt;br /&gt;Pela doce vitória,&lt;br /&gt;A mágoa perdida,&lt;br /&gt;Imbuida na glória,&lt;br /&gt;A vela erguida,&lt;br /&gt;Nas brumas da memória,&lt;br /&gt;A saudação recebida,&lt;br /&gt;Após anos de História&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-114263887786455273?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/114263887786455273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=114263887786455273&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/114263887786455273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/114263887786455273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2006/03/ser-lusitano.html' title='[Ser Lusitano]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-114263882573932440</id><published>2006-03-17T23:33:00.000Z</published><updated>2006-03-17T23:40:25.740Z</updated><title type='text'>[Convulsão de Pensamento]</title><content type='html'>Aproxima-se o momento,&lt;br /&gt;Estou pálido, estou tenso,&lt;br /&gt;Aproxima-se o momento,&lt;br /&gt;Estou nervoso, não penso,&lt;br /&gt;O tempo corre lento,&lt;br /&gt;Devagar e imenso,&lt;br /&gt;O tempo anda lento,&lt;br /&gt;Perfurante e intenso,&lt;br /&gt;Que me leve o vento,&lt;br /&gt;Vago e extenso,&lt;br /&gt;Estou relutante e macilento,&lt;br /&gt;Pregado a um lenço,&lt;br /&gt;Pois que chega o momento,&lt;br /&gt;Não sei se o venço,&lt;br /&gt;Não posso chorar, será que tento,&lt;br /&gt;Preenche um lugar longo e denso,&lt;br /&gt;Que tenebroso pensamento,&lt;br /&gt;Deixar aquilo a que pertenço,&lt;br /&gt;Cair no esquecimento,&lt;br /&gt;É coisa que dispenso,&lt;br /&gt;Que me enche de sofrimento&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-114263882573932440?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/114263882573932440/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=114263882573932440&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/114263882573932440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/114263882573932440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2006/03/convulso-de-pensamento.html' title='[Convulsão de Pensamento]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-114081753866719552</id><published>2006-02-24T21:35:00.000Z</published><updated>2006-02-24T21:45:38.676Z</updated><title type='text'>[Vida &amp; Destino]</title><content type='html'>Numa folha branca,&lt;br /&gt;Tracei uma linha torta,&lt;br /&gt;O caminho do destino,&lt;br /&gt;Uma passagem, uma porta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividi-a em três partes,&lt;br /&gt;A vida partiu-se em etapas,&lt;br /&gt;Traço o meu percurso nela,&lt;br /&gt;O maior dos mapas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois,&lt;br /&gt;Desenhei o coração,&lt;br /&gt;Surgiu uma rapariga&lt;br /&gt;Deitada no chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vazio e sem ideias,&lt;br /&gt;Risquei a folha,&lt;br /&gt;Linhas disformes e feias,&lt;br /&gt;À felicidade puseram rolha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi partes dos meus sonhos,&lt;br /&gt;Para cobrir os desafios,&lt;br /&gt;Nasceram monstros medonhos,&lt;br /&gt;Pois não há barragens sem rios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei amedrontado,&lt;br /&gt;Nada mais poderia escrever,&lt;br /&gt;Tudo aquilo desenhado&lt;br /&gt;Me fazia tremer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rabisquei "encanto",&lt;br /&gt;Escrevinhei "beleza",&lt;br /&gt;Logo o terror&lt;br /&gt;Apareceu sobre a mesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi então,&lt;br /&gt;Que quantos mais sonhos escrevo,&lt;br /&gt;Maior incúria me pesa na mão:&lt;br /&gt;Traço um destino sem relevo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retirei o lápis do papel,&lt;br /&gt;Estava velho e cansado,&lt;br /&gt;A agonia estava à flor da pele,&lt;br /&gt;Deixei a vida de lado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-114081753866719552?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/114081753866719552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=114081753866719552&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/114081753866719552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/114081753866719552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2006/02/vida-destino.html' title='[Vida &amp; Destino]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-114008413675710830</id><published>2006-02-16T10:01:00.000Z</published><updated>2006-02-16T10:02:16.756Z</updated><title type='text'>[Natureza]</title><content type='html'>É a Vida,&lt;br /&gt;Não só relva vasta,&lt;br /&gt;Realidade colorida,&lt;br /&gt;Que aos poucos se gasta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beleza lhe vou chamar,&lt;br /&gt;Pois julgo que está certo,&lt;br /&gt;Um céu azul, ao olhar,&lt;br /&gt;Tão longe mas tão perto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visões inspiradoras,&lt;br /&gt;Crescente felicidade,&lt;br /&gt;Que mãos tentadoras,&lt;br /&gt;Abatem sem piedade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficas pobre e ressequida,&lt;br /&gt;Escura à observação,&lt;br /&gt;Nunca ninguém te viu assim,&lt;br /&gt;Nem mesmo por imaginação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheia de emoções,&lt;br /&gt;És única e forte,&lt;br /&gt;Enches-nos os corações&lt;br /&gt;De Vida, não de Morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes paisagens,&lt;br /&gt;Deixadas na História,&lt;br /&gt;Farão longas viagens,&lt;br /&gt;Sendo só uma Memória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alegra este Mundo&lt;br /&gt;E mantém-te, Natureza,&lt;br /&gt;Irei até ao fundo,&lt;br /&gt;Retirar-Te essa tristeza&lt;br /&gt;Porque és minha Mãe,&lt;br /&gt;De encantos merecedora,&lt;br /&gt;Ensinaste-me como ninguém,&lt;br /&gt;O meu obrigado, Professora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-114008413675710830?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/114008413675710830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=114008413675710830&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/114008413675710830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/114008413675710830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2006/02/natureza.html' title='[Natureza]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-113976326833448126</id><published>2006-02-12T16:48:00.001Z</published><updated>2006-02-15T12:15:29.486Z</updated><title type='text'>Aos ex-graduados</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5705/2269/1600/gradua????es.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5705/2269/320/gradua%3F%3F%3F%3Fes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que vos tenho a dar é o meu mais profundo obrigado, fizeram-me perceber o Colégio, amá-lo e sobretudo, ensinaram-me a aproveitá-lo. Nem tudo o que pensava é mau, é apenas mais difícil, mas necessário.&lt;br /&gt;Cada um de vós foi e é importante na minha vida, pois foram como professores, amigos e família. Aprendemos juntos. Rimos juntos e vivemos ao máximo o que foi o vosso último ano. Foi óptimo marchar todos os desfiles e cerimónias sob o vosso comando.Penso que não há mais a dizer. Bem hajam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-113976326833448126?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/113976326833448126/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=113976326833448126&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/113976326833448126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/113976326833448126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2006/02/aos-ex-graduados_12.html' title='Aos ex-graduados'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-113970010557224453</id><published>2006-02-11T23:21:00.001Z</published><updated>2008-12-07T19:36:47.720Z</updated><title type='text'>[Colégio Militar]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5705/2269/1600/Fundador.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5705/2269/320/Fundador.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Colégio Militar, grande colégio,&lt;br /&gt;Viver em ti é amar-te,&lt;br /&gt;É somente um privilégio,&lt;br /&gt;Não consigo pensar em deixar-te!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceste de um sonho,&lt;br /&gt;Agora és bem real,&lt;br /&gt;Minha dedicação em ti ponho,&lt;br /&gt;Para que sirvas Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ti deixámos nossos corações,&lt;br /&gt;Mas em tudo resto permaneces,&lt;br /&gt;Não Te deixaremos partir,&lt;br /&gt;Sabei: é só isso que mereces!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergue a Tua cúpula até aos céus,&lt;br /&gt;Que a Tua chama jamais se apague,&lt;br /&gt;Desenrola-Te desses tão longos véus,&lt;br /&gt;Não permitas q'o Espírito se acabe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão bem que nos ensinaste,&lt;br /&gt;Assim permaneceremos até à Morte,&lt;br /&gt;A Ti sempre Servir, fiéis, &lt;br /&gt;És nosso: a nossa grande Sorte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo Lhe devemos,&lt;br /&gt;Temos isso em conta,&lt;br /&gt;Viverá eternamente,&lt;br /&gt;Para tal fim foi criado,&lt;br /&gt;Destruí-Lo é uma afronta:&lt;br /&gt;Será por todos relembrado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imortal!&lt;br /&gt;Obrigado Colégio!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-113970010557224453?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/113970010557224453/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=113970010557224453&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/113970010557224453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/113970010557224453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2006/02/colgio-militar.html' title='[Colégio Militar]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22319318.post-113969998890582087</id><published>2006-02-11T23:19:00.000Z</published><updated>2006-02-12T16:37:42.236Z</updated><title type='text'>[Liberdade]</title><content type='html'>O veículo move-se&lt;br /&gt;E eu, consigo&lt;br /&gt;Mesmo quando pára&lt;br /&gt;Eu prossigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mente solta-se&lt;br /&gt;Luta pela liberdade&lt;br /&gt;O real desmonta-se&lt;br /&gt;Nasce a criatividade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo mundo surge&lt;br /&gt;Surge da escuridão&lt;br /&gt;Enche-se de sonhos&lt;br /&gt;Apaga-se a solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estava só&lt;br /&gt;Agora não mais&lt;br /&gt;Aqui tenho gentes&lt;br /&gt;E claro, animais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo o sol erguer-se&lt;br /&gt;Que se extinga o escuro&lt;br /&gt;Quero este mundo meu&lt;br /&gt;Quero-o seguro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acrescento-lhe plantas&lt;br /&gt;Criarei um mundo perfeito&lt;br /&gt;Terão flores e serão tantas&lt;br /&gt;Estarão vivas no meu peito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei, está feito&lt;br /&gt;Estou feliz&lt;br /&gt;Ficou mesmo perfeito&lt;br /&gt;Fui eu que o fiz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no fundo&lt;br /&gt;Apenas existe na minha mente&lt;br /&gt;Só aqui posso viver&lt;br /&gt;Livre e intensamente!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-113969998890582087?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/113969998890582087/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=113969998890582087&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/113969998890582087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/113969998890582087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2006/02/liberdade.html' title='[Liberdade]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' 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souber gritar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disputa, vive, salta e voa,&lt;br /&gt;Mas então mágoa fará parte:&lt;br /&gt;Que hoje abraçar sonhos magoa.&lt;br /&gt;Mesmo se com engenho e arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente que é gente não desiste&lt;br /&gt;E digo-te que serás tentada&lt;br /&gt;Mas só a gente que não existe&lt;br /&gt;Pode e consegue viver do nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz para ti:&lt;br /&gt;«Percorro incerta esta estrada&lt;br /&gt;Sem qualquer medo ou receio;&lt;br /&gt;Caminharei encorajada,&lt;br /&gt;Não me deixarei pelo meio.»&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22319318-113969982783013214?l=vidadepoetamilitar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/feeds/113969982783013214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22319318&amp;postID=113969982783013214&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/113969982783013214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22319318/posts/default/113969982783013214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vidadepoetamilitar.blogspot.com/2006/02/vida.html' title='[Vida]'/><author><name>Ayala</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03492586154638894195</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/__2DIw9Ephtg/SQzeR2xxK_I/AAAAAAAAACw/Sbz6q-PhdqQ/S220/aberturaSolene2008_44.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
